quinta-feira, 4 de outubro de 2012





O sol da meia-noite



Quando o inverno do norte cobre a terra

Numa escuridão persistente, profunda
E a luz desaparece até quase sempre
É preciso que algo do amor nos lembre

Então a vida que nunca se rende, ressurge
E a estrela solar que jamais se apaga,
Teimosa Corajosa e delicada esplende
Em fulgurâncias de cores mil que brilha

Admirando o sol da meia noite, linda musa
Sonho com a luz do seu sorriso em alegria
Sempre que meu coração intenta invernar

E quando estou em meio à noite longa
Lembro da sua face no céu guiando a alma
Do solo escuro até a luz celeste do infinito

Marcelo Martinho

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